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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Conversas de Taxi (cronica)



Conversas de táxi 1.
Quando se almeja sucesso devemos ser os melhores ou os piores.”
(o autor)
Após a labuta, o regresso a casa era um exercício que requeria todo um esforço mental, físico e ate mesmo…Sair do escritório, enfrentar o engarrafamento mesmo andando a pé, vencer as armadilhas dos bandidos auto denominados “Sckuads” era um sacrifício diário. Enquanto labutava deambular pela vasta Luanda onde se observava o relaxamento dos governantes espelhado no rosto da população que clama o fim imediato das carências sociais, o povo que de tanto sofrer já inventou, a ciência da sobrevivência, este povo que ouve falar de desenvolvimento mas sentir seus efeitos…No kadingue! E como se diz num provérbio popular “um mal não vem só”, S. Pedro no pretexto da sua amiga Antártida estar em dieta passou a descongelar a banha, mandando sua gordura para atmosfera, e vem nos obrigar a orar cada um da sua forma, não importa como, com o cu no ar, com kalundus, tudo vale pois o objectivo e único bumbar um esquema para acalentar sua ira para que não abra mais as torneiras, afinal cá em baixo tudo esta mal, tudo esta desenvolvido. Olha que em dados estatísticos do desenvolvimento dos buracos o canteiro Luanda perfaz dez para cada luandense, para fazer o que bem quiser, quem sabe, e porque não aceitar a sugestão e transformar o lá num “cantinho de obras”…
Olhei com sensatez para o céu, este deslumbrava um semblante traiçoeiro como o do seu primo tempo que não e uniforme com as realizações e simplesmente ingrato. Tinha de apanhar o táxi era a hora, tinha de aproveitar a ocasião afinal neste andar um gajo lembra-se que estes madies que basta receber Jipe já não pensa no povo pois deixa de ser povo e passa ser boss e parece que boss não vê, ate porque na trajectoria Congolenses-Viana dava para meter chata a fazer a linha Fermat Estalagem afinal a lagoa ai adjacente já não fornece só mosquito, também já da peixinho, e outro dia já vi-mos lá um jacarezinho mais não mete medo ainda.

Surgiu um Hiace(taxi, candongueiro), estava quase lotado mas ainda havia um lugar não era preciso emagrecer, assim com alguns bilos consegui subir e no interior da viatura pude ver que não era o único, alguns compatriotas mesmo sob stress procuravam o vencer com acalmia, uns procuravam se fazer ouvir pelo diálogo quando alguém se compadece-se ou simplesmente se fazer ouvir com cenas eloquentes, elucidativas, merecedoras do mérito da escrita.
-Pois, e aqui onde havia o cemitério! Exclamou o meu companheiro de viagem apontando para um terreno baldio a nossa direita. O mesmo prossegui na retórica:
-E, o governo destruiu este cemitério porque estava anexo as zonas residenciais e assim não cumpria com os padrões básicos de saneamento; ate ai tudo bem mas construir aí uma escola quero ver! Duvido que consigam o local esta assombrado; A Sr.ª Augusta famosa na sua mania de criar novos mercados tentou, começou por vender refeições, só que bastava o pitéu estar pronto e ela passava ouvir vozes e como nada o pitéu sumia e os pratos ficavam sujos mesmo sem a presença de clientes. Ela teimosa insistiu durante uma semana, fugiu mesmo quando a botija e o fogão lhe disseram que estavam fartos de permanecer naquele local.
-Surpreendentemente o motorista faz uma travagem brusca, anunciando de seguida o fim do percurso, numa atitude arrogante:
-Descem! No mercado não chego estão lá os malaiques, vão a butter …
-O pessoal, ­assim como eu, reclamava mas de nada valia. A estratégia do cobrador foi mais eficaz já tinha facturado antecipadamente, ainda pensei, como foi tudo premeditado. Apesar disto sentia-me com outra disposição, esbocei um sorriso olhei adiante fiz uma análise da distância que calculei cerca de três km de caminhada. Reflecti:
Conversas de táxi…

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