INFORMAÇÃO É FORMAÇÃO

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

AZEDURAS E ASSADURAS NO CARRO POLITICO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

A história das civilizações está ligada à construção de redes, desde a rede romana de estradas, passando pelos portos fenícios no mediterrâneo e pelas redes europeias de canais até às linhas de caminho-de-ferro, aos transportes aéreos, às redes de electricidade, de telefone e de televisão. Todas estas redes proporcionaram ligações, quebraram barreiras, reduziram distâncias físicas e psicológicas e, sobretudo, permitiram o intercâmbio de bens, de serviços e de ideias e lembrou-me o programa de um partido político.

Minha indignação ficou estampada quando ao ler os jornais deparei-me com vários artigos nos quais seus actores procuram espelhar a falta de objectividade comunicacional que se lhes atribui, neste caso o eleitorado aos partidos políticos durante a cobertura do tempo de antena que lhes é devido. Ora, numa sociedade que se quer democrática os meios de comunicação social devem estar disponíveis e acessíveis, sob condição que os mesmos deveram procurar reflectir a natureza pluralista dessa mesma sociedade e não se encontrem dominados por um determinado ponto de vista, nem controlados por certos grupos de interesses «». Contudo, a função dos meios de comunicação social ultrapassa a simples informação relativa a acontecimentos ou temas da nossa sociedade, ou a possibilidade concedida aos cidadãos e aos grupos de interesses de apresentarem os seus argumentos e pontos de vista o quer isto dizer que os meios de comunicação social desempenham também uma função educativa em termos sociais; Assim são amplamente responsáveis pela formação de conceitos (não apenas pela informação), convicções e mesmo da linguagem – quer visual e simbólica, quer verbal – que os cidadãos utilizam para dar sentido ao mundo em que vivem, assim como para interpretá-lo.
 
Por conseguinte, os meios de comunicação social conseguem influenciar o que pensamos sobre nós mesmos e onde julgamos enquadrar-nos (ou não) no mundo em que vivemos. Por outras palavras, os meios de comunicação social têm igualmente uma importância fundamental na formação da nossa identidade cultural (somos um povo pacifico por natureza, isto sustenta a nossa historia).

Logo o momento que se vivência (eleições) caça ao voto, é o melhor se não o mais adequado para sair-mos do anonimato, todos que directa ou indirectamente podem contribuir para que se mantenha coesa e integra a força que se nos une de ser-mos únicos e nós mesmos no exercício de democracia a que nos propusemos. Neste contexto, a televisão (o meio audiovisual dominante) assume uma importância crucial e os partidos e coligações não tem justificação credível ao se porém a sombra com argumentos de falta de pessoal qualificado quando estes últimos (apesar de escassos) já andam a deriva a procura de quem os emprega. Para a grande maioria dos utentes de televisão afirmam que esta é uma das principais fontes de informação, de lazer e de cultura. A televisão não se limita a apresentar factos e imagens do mundo, ela fornece também conceitos e categorias, assim sendo, a televisão contribui para determinar não só aquilo que vemos do mundo, mas também como o vemos, é um veiculo de informação ideal para se materializar os objectivos antes preconizados, o que não fez a maioria das coligações e partidos, o que me leva afirmar que “não realizam a tarefa de casa”.
 
Na política e para os políticos a campanha deve ser permanente não de última hora com artifícios para dominar a falta de compreensão, de proporcionalidade gráfica, a que muitos eleitores estão submetidos involuntariamente. A título de exemplo, o direito à liberdade de expressão tem de ser contrabalançado com outros direitos, tais como o direito à protecção dos menores, a exclusão do tribalismo e a protecção da vida privada que muitos partidos atropelam desesperadamente. A hora definida para emissão dos programas dos partidos políticos será que teve estes aspectos em consideração?!

A qualidade e a diversidade devem constituir a base do serviço público de radiodifusão à informação objectiva da opinião pública, à garantia do pluralismo e à transmissão, democrática e gratuita, de programas recreativos de qualidade é legítimo, os radiodifusores aos quais foi confiada uma missão de serviço público procuram abranger um público alargado, de forma a satisfazer as necessidades de todos os grupos sociais.

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