Por: Bento dos Santos.
Após a leitura do tema certamente alguns leitores vaguearam seus pensamentos na questão de que a sua dimensão tornaria seu conteúdo ambíguo. Desde já, alego que tive em atenção a eliminação deste risco, uma vez que delimitei o tema para algumas instituições públicas Angolanas, no caso os órgãos de Comunicação Públicos, perdão a todos mas não consigo tratar por Comunicação Social uma vez que a meu entender toda comunicação é social, seria oportuno que se discutisse esta questão em fórum próprio, quiçá sob iniciativa do pelouro.
Após a leitura do tema certamente alguns leitores vaguearam seus pensamentos na questão de que a sua dimensão tornaria seu conteúdo ambíguo. Desde já, alego que tive em atenção a eliminação deste risco, uma vez que delimitei o tema para algumas instituições públicas Angolanas, no caso os órgãos de Comunicação Públicos, perdão a todos mas não consigo tratar por Comunicação Social uma vez que a meu entender toda comunicação é social, seria oportuno que se discutisse esta questão em fórum próprio, quiçá sob iniciativa do pelouro.
Assim sendo, o foco deste ensaio é a linha política do organismo que vela pela comunicação pública e um pequeno rescaldo ao organismo que tutela a nossa diplomacia, uma vez que este imbróglio resulta em formulação de estratégias que podem ditar a manutenção do poder político.
Acho oportuno contextualizar este ensaio com a vaga de manifestações que ocorrem no norte de África, mais concretamente em países como a Tunísia, Egipto, assim como a crise instalada no Sudão, e não menos importante a crise na Cote d'ivoire.
O caso Tunísia: A revolução tunisiana começou no preterito dia 17 de Dezembro do ano de 2010, Mohammed Bouazizi, de 26 anos, ateou fogo no seu próprio corpo em protesto contra a acção da polícia, que confiscou mercadorias que ele vendia na rua. Mohammed Bouazizi morreu por causa das queimaduras.
Acho oportuno contextualizar este ensaio com a vaga de manifestações que ocorrem no norte de África, mais concretamente em países como a Tunísia, Egipto, assim como a crise instalada no Sudão, e não menos importante a crise na Cote d'ivoire.
O caso Tunísia: A revolução tunisiana começou no preterito dia 17 de Dezembro do ano de 2010, Mohammed Bouazizi, de 26 anos, ateou fogo no seu próprio corpo em protesto contra a acção da polícia, que confiscou mercadorias que ele vendia na rua. Mohammed Bouazizi morreu por causa das queimaduras.
Apesar de ser detentor de um diploma universitário Mohammed Bouazizi não conseguia emprego. Poucos dias depois da sua morte, jovens tunisinos nas mesmas condições começaram a sair à rua para protestar. Numa primeira fase os protestos ocorreram no interior do país, sob liderança um grupo de cerca de 20 activistas composto por estudantes, sindicalistas, mulheres, advogados, escritores protagonistas da denominada "Revolução de Jasmim", que forçou Ben Ali a abandonar o poder para fugir para a Arábia Saudita acabando com 23 anos de ditadura ortogada como Zine el Abidine Ben Ali.
Foi um longo periodo, mais de duas décadas, Ben Ali instaurou um regime de terror com sistema de segurança que não tolerava a menor crítica e denúncia das violações dos direitos humanos e da equidade, nem reivindicações por uma vida digna.
Durante a vigência do movimento, mais de 250 pessoas morreram, mas as mortes representaram um sacrifício para permitir que 10 milhões de cidadãos tenham a possibilidade de ter uma vida digna. Ben Ali tem hoje, contra si, uma ordem internacional de prisão.
O caso Egipto: Apesar dos interesses do mundo ocidental sob o Egipto, as manifestações contra a permanência do presidente Hozni Mubarak, há 30 anos no poder, pararam o país. Os protestos descambaram para a violência generalizada, Mubarak demonstrava pouca disposição em deixar o cargo, enquanto isso, grupos pró e contra Mubarak enfrentavam-se nas ruas do Cairo.
Este último acontecimento veio a copular a máxima “A VONTADE DO POVO É SOBERANA”!
Como sabemos, a designação conceitual de estado nada mais é do que a tradicional integração trinómial de território, poder político e população. No entanto dados os últimos factos, convém hierarquizar no que diz respeito a proveniência da força ou do poder.
Ao exercitarmos tal anuência, dispensamos o território pois este não se apresenta como rácio de confrontação ao intelecto humano.
No entanto, o poder político e a população não são elementos estáticos! De forma engenhosa, o poder político é exercido sobre a população, provindo de um roteiro de astúcia persuasiva e dominadora, orquestrada de forma mecanizada e estrutural funcional, sendo que neste desenho se identificam presencialmente as instituições.
Assim sendo, as instituições existem para persuadir as populações naquilo que é a vontade dos líderes políticos, sendo que para estes, o primeiro objectivo é alcançar o poder ou mantê-lo!
Pode-se entender que as acções do poder político são operacionalizadas pelas instituições de forma estratégica para efectivar a manutenção do poder.
No que diz respeito ao povo, este não se apresenta com raciocínio unívoco, dando a falsa interpretação da ausência consensual da sua vontade. Sob esta visão factual ilusória, recai a caracterização sociológica de “Massa ao Agregado da População” que adventa a abordagem de que as massas não têm opinião própria…no entanto, sob o meu ponto de vista esta não é a realidade!
Acho que pode-se ler claramente a vontade da população, ou das massas se preferirem. A minha visão analítica, propõe que a vontade do povo é unívoca, e ela formata-se no estado social económico. O se passa, é que a população estagna a sua vontade quando a pretende propagar…
A dependência para materializar tal anseio, deve-se ao facto de ter necessariamente de recorrer aos condicionalismos da submissão as instituições (policiais, mediáticas, militarizada, etc.). As instituições promovem a centralização da estabilidade, isto para a garantia da permanência do poder político.
Apesar de esta estratégia apresentar resultados eficazes ao longo do tempo, hoje este cenário começa a ser contornado pelas instituições públicas externas.
Regressando ao mediático norte de África, podemos notar que durante as acções dos movimentos populares, estas foram propagadas agressivamente pela media internacional, funcionando como veiculo estratégico de pressão.
Estas deram cobertura integral do desenrolar das operações lá onde a população clamava a razão, para afirmar que o conceito de aldeia global já não pode ser ignorado pelo poder político, e como sabemos as tecnologias de informação não são unívocas propriedades das instituições do poder político.
E por cá: Em Angola o cenário actual não é tão irreal do vigente do norte de África, afinal o índice de desigualdade social é tão grande que só quem vive no interior dos bairros periféricos sabe as quantas as desigualdades sociais fermentam para a saturação.
Afinal como o jovem tunisino quantos licenciados andam sem emprego?
Como se explica que um país que vivenciou mais de 25 anos de guerra efectiva, hoje dispõe de raros concursos públicos para admissão de funcionários e dita como limite os 35 anos para ingresso na função pública?
Como se explica a ausência de um plano integrador, que estaria direccionado para o interior do país onde os quadros podiam se apegar para dar o seu contributo para o desenvolvimento do país?
Como se explica a concentração quase que maciça, da população na capital do país sendo que estes vêm para submeter-se a humilhação da venda perseguida?
E então, como funcionam as nossas instituições, também «» os balanços e relatórios são sempre satisfatórios, mas a realidade social é cada vez mais degradante?
Como se explica termos instituições que sabem da dura realidade que vivemos e permitem vivermos de faz de conta?
Enfim, as instituições podem efectivar a manutenção do poder mas a força do povo é soberana, a meu entender, devia ser a partir desta que se deve traçar a estratégia para a manutenção do poder político, evitando assim o risco expositivo de ser enxovalhado pela vontade soberana…isto é a vontade do povo!
Este último acontecimento veio a copular a máxima “A VONTADE DO POVO É SOBERANA”!
Como sabemos, a designação conceitual de estado nada mais é do que a tradicional integração trinómial de território, poder político e população. No entanto dados os últimos factos, convém hierarquizar no que diz respeito a proveniência da força ou do poder.
Ao exercitarmos tal anuência, dispensamos o território pois este não se apresenta como rácio de confrontação ao intelecto humano.
No entanto, o poder político e a população não são elementos estáticos! De forma engenhosa, o poder político é exercido sobre a população, provindo de um roteiro de astúcia persuasiva e dominadora, orquestrada de forma mecanizada e estrutural funcional, sendo que neste desenho se identificam presencialmente as instituições.
Assim sendo, as instituições existem para persuadir as populações naquilo que é a vontade dos líderes políticos, sendo que para estes, o primeiro objectivo é alcançar o poder ou mantê-lo!
Pode-se entender que as acções do poder político são operacionalizadas pelas instituições de forma estratégica para efectivar a manutenção do poder.
No que diz respeito ao povo, este não se apresenta com raciocínio unívoco, dando a falsa interpretação da ausência consensual da sua vontade. Sob esta visão factual ilusória, recai a caracterização sociológica de “Massa ao Agregado da População” que adventa a abordagem de que as massas não têm opinião própria…no entanto, sob o meu ponto de vista esta não é a realidade!
Acho que pode-se ler claramente a vontade da população, ou das massas se preferirem. A minha visão analítica, propõe que a vontade do povo é unívoca, e ela formata-se no estado social económico. O se passa, é que a população estagna a sua vontade quando a pretende propagar…
A dependência para materializar tal anseio, deve-se ao facto de ter necessariamente de recorrer aos condicionalismos da submissão as instituições (policiais, mediáticas, militarizada, etc.). As instituições promovem a centralização da estabilidade, isto para a garantia da permanência do poder político.
Apesar de esta estratégia apresentar resultados eficazes ao longo do tempo, hoje este cenário começa a ser contornado pelas instituições públicas externas.
Regressando ao mediático norte de África, podemos notar que durante as acções dos movimentos populares, estas foram propagadas agressivamente pela media internacional, funcionando como veiculo estratégico de pressão.
Estas deram cobertura integral do desenrolar das operações lá onde a população clamava a razão, para afirmar que o conceito de aldeia global já não pode ser ignorado pelo poder político, e como sabemos as tecnologias de informação não são unívocas propriedades das instituições do poder político.
E por cá: Em Angola o cenário actual não é tão irreal do vigente do norte de África, afinal o índice de desigualdade social é tão grande que só quem vive no interior dos bairros periféricos sabe as quantas as desigualdades sociais fermentam para a saturação.
Afinal como o jovem tunisino quantos licenciados andam sem emprego?
Como se explica que um país que vivenciou mais de 25 anos de guerra efectiva, hoje dispõe de raros concursos públicos para admissão de funcionários e dita como limite os 35 anos para ingresso na função pública?
Como se explica a ausência de um plano integrador, que estaria direccionado para o interior do país onde os quadros podiam se apegar para dar o seu contributo para o desenvolvimento do país?
Como se explica a concentração quase que maciça, da população na capital do país sendo que estes vêm para submeter-se a humilhação da venda perseguida?
E então, como funcionam as nossas instituições, também «» os balanços e relatórios são sempre satisfatórios, mas a realidade social é cada vez mais degradante?
Como se explica termos instituições que sabem da dura realidade que vivemos e permitem vivermos de faz de conta?
Enfim, as instituições podem efectivar a manutenção do poder mas a força do povo é soberana, a meu entender, devia ser a partir desta que se deve traçar a estratégia para a manutenção do poder político, evitando assim o risco expositivo de ser enxovalhado pela vontade soberana…isto é a vontade do povo!
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